Agadá de Purim
הגדה של פורים
Agadá de Purim
Samuel Mendes de Solla
(Lisboa c.1699 – rabino em Curação)
Coleção Henriques de Castro, adquirida em 1899
Samuel Mendes de Solla
(Lisboa c.1699 – rabino em Curação)
Coleção Henriques de Castro, adquirida em 1899
Quidus. Para a Noite de Purim,
encha cada um o seu copo de ponche, e digam com licença Senhores e o Seacol (שהכל) ;
e depois digam o seguinte:
Bendito o Senhor que nos escolheu dentre todos os povos, e nos separou deles, e nos livrou de suas mãos, e nos deu este Purim em memória de Sussan, como Páscoa em memória da saída do Egito, na qual nos escolheu; e com amor e com vontade nos deu um Purim alegre. Bendito o Senhor que deu a Israel o Purim. Bendito Aquele que nos fez viver e nos fez chegar a este tempo.
Assim beberá cada um o seu copo como quiser; e lavem as mãos com bênção, e digam Amossi (המוציא), e comerão o guisado; e se cair no Sabath, comerão também o cozido, e irão rezar Harbith (ערבית); e depois farão o quidus do Sabath sobre o vinho, e lavarão as mãos com bênção, e dirão Amossi (המוציא) .
E depois encherão os copos de vinho e tomarão na mão um prato com todas as comidas; na outra mão, o copo com todas as bebidas, e dirão:
Estas são as comidas e bebidas regaladas que jamais comeram nem beberam nossos pais na terra do Egito. Todo aquele que tiver fome venha e coma; todo aquele que tiver necessidade venha e celebre. Esta noite aqui; porém, na noite vindoura estaremos em nossas camas. Esta noite aqui comendo e bebendo; porém, na noite vindoura estaremos em nossas camas, dormindo. Aqui cada qual pedirá o que quiser, sem tirar coisa alguma da mesa; e, peçam quanto peçam, para isso sempre se dirá o seguinte:
Em que esta noite é diferente de todas as outras noites?
Que em todas as outras noites comemos e bebemos somente uma vez, e nesta noite muitas vezes; que em todas as outras noites comemos carne ou manteiga, e nesta noite é toda de carne; que em todas as outras noites nos comemos verduras, e nesta noite doces; que em todas as outras noites comemos e bebemos, ora sobrios, ora embriagados, mas nesta noite estamos todos embriagados.
Bebam cada um um copo, inclinados, e encham de novo os seus copos, e digam:
Escravos fomos de Assuero em Sussan, como a Parhó no Egito, e livrou-nos o Senhor com Seus milagres do decreto que por causa de Aman havia sido decretado sobre nós; porque, se o Senhor não nos tivesse assistido, teríamos sido todos mortos. E por isso, ainda que todos sejamos sábios, todos entendidos, todos ricos, todos pobres, há o preceito sobre nós para comer, beber e alegrar-nos nesta noite; e todo aquele que multiplicar em alegria nesta noite é digno de louvor.
Aconteceu com Ribbi Achlan, Ribbi Gargueran, Ribbi Satian, Ribbi Sachran, e Ribbi Samhan que estavam reunidos com a família do Ribbi Samhan naquela noite de Purim, e estavam comendo e bebendo toda a noite, até que, sem perceber, chegou o tempo da leitura da Semah (שמע) da manhã.
Também disse Ribbi Samhan: “Certamente, eu já era como de quatrocentos anos e jamais mereci estar tão alegre como nesta noite, até que Darssó [(דרש) explicação: ensinamento baseado em referência textual] Ribbi Laisan”, que disse o verso: “Guarda-te de não desamparares o levi todos os dias sobre a tua terra.”
A palavra “levi” entende-se como companhia, que não deves negar, por ser ela quem te faz tão alegre nesta noite. “Todos os teus dias” entende-se por todos os dias; “sobre a tua terra” entende-se até que venha o tempo do Messias.
Benditos Mordohai e Ester, que ordenaram a Israel este preceito. Benditos eles.
Encontram-se quatro filhos ou sujeitos no serviço de Purim: um avarento, um mau, um delicado e um pobre.
O avarento é o que diz: “De que servem tantas comidas e bebidas? Muito se faria com menos; guardemos para o Pessach.” Também tu lhe responderás conforme sua avareza: que, se não lhe agrada, por isso não se deixará de apresentar; tanto em Purim como em Pessach se celebrará.
O mau é o que diz: “Que desvario é este para vós?” — para vós e não para ele. Pois dize-lhe que é agradável servir a Deus comendo; e porque se exclui a si mesmo da comunidade, bater-lhe-ás os dentes e lhe dirás que, se estivesse no banquete de Aman, teria corrido como os demais atrás dele quarenta anos; Israel foi salvo, e ele não, porque não quis. Se ali estivesse, teria comido para o seu mal.
O delicado é o que diz: “Bem festejaria o Purim, mas não o posso por minha saúde; uma noite sem dormir me faz mal.” Dir-lhe-ás que estas desculpas não bastam; que, ainda que fosse rei nesta noite, não poderia dormir, como diz o verso: “Naquela noite fugiu o sono do rei” — ainda que o literal se refira à noite da saída do Egito.
O pobre é o que diz: “Prepararei quanto puder, mas não posso fazer grande Purim.” Recorda-lhe que também o pobre deve fazer como puder; e, como não tem, deve-se-lhe dar, para que também ele cumpra. E assim enviarás porções cada um ao seu companheiro, e dádivas aos pobres, como ordenou Ester; e isto deve ser em tempo oportuno, para que possa preparar-se.
Que em todas as outras noites comemos e bebemos somente uma vez, e nesta noite muitas vezes; que em todas as outras noites comemos carne ou manteiga, e nesta noite é toda de carne; que em todas as outras noites nos comemos verduras, e nesta noite doces; que em todas as outras noites comemos e bebemos, ora sobrios, ora embriagados, mas nesta noite estamos todos embriagados.
Bebam cada um um copo, inclinados, e encham de novo os seus copos, e digam:
Escravos fomos de Assuero em Sussan, como a Parhó no Egito, e livrou-nos o Senhor com Seus milagres do decreto que por causa de Aman havia sido decretado sobre nós; porque, se o Senhor não nos tivesse assistido, teríamos sido todos mortos. E por isso, ainda que todos sejamos sábios, todos entendidos, todos ricos, todos pobres, há o preceito sobre nós para comer, beber e alegrar-nos nesta noite; e todo aquele que multiplicar em alegria nesta noite é digno de louvor.
Aconteceu com Ribbi Achlan, Ribbi Gargueran, Ribbi Satian, Ribbi Sachran, e Ribbi Samhan que estavam reunidos com a família do Ribbi Samhan naquela noite de Purim, e estavam comendo e bebendo toda a noite, até que, sem perceber, chegou o tempo da leitura da Semah (שמע) da manhã.
Também disse Ribbi Samhan: “Certamente, eu já era como de quatrocentos anos e jamais mereci estar tão alegre como nesta noite, até que Darssó [(דרש) explicação: ensinamento baseado em referência textual] Ribbi Laisan”, que disse o verso: “Guarda-te de não desamparares o levi todos os dias sobre a tua terra.”
A palavra “levi” entende-se como companhia, que não deves negar, por ser ela quem te faz tão alegre nesta noite. “Todos os teus dias” entende-se por todos os dias; “sobre a tua terra” entende-se até que venha o tempo do Messias.
Benditos Mordohai e Ester, que ordenaram a Israel este preceito. Benditos eles.
Encontram-se quatro filhos ou sujeitos no serviço de Purim: um avarento, um mau, um delicado e um pobre.
O avarento é o que diz: “De que servem tantas comidas e bebidas? Muito se faria com menos; guardemos para o Pessach.” Também tu lhe responderás conforme sua avareza: que, se não lhe agrada, por isso não se deixará de apresentar; tanto em Purim como em Pessach se celebrará.
O mau é o que diz: “Que desvario é este para vós?” — para vós e não para ele. Pois dize-lhe que é agradável servir a Deus comendo; e porque se exclui a si mesmo da comunidade, bater-lhe-ás os dentes e lhe dirás que, se estivesse no banquete de Aman, teria corrido como os demais atrás dele quarenta anos; Israel foi salvo, e ele não, porque não quis. Se ali estivesse, teria comido para o seu mal.
O delicado é o que diz: “Bem festejaria o Purim, mas não o posso por minha saúde; uma noite sem dormir me faz mal.” Dir-lhe-ás que estas desculpas não bastam; que, ainda que fosse rei nesta noite, não poderia dormir, como diz o verso: “Naquela noite fugiu o sono do rei” — ainda que o literal se refira à noite da saída do Egito.
O pobre é o que diz: “Prepararei quanto puder, mas não posso fazer grande Purim.” Recorda-lhe que também o pobre deve fazer como puder; e, como não tem, deve-se-lhe dar, para que também ele cumpra. E assim enviarás porções cada um ao seu companheiro, e dádivas aos pobres, como ordenou Ester; e isto deve ser em tempo oportuno, para que possa preparar-se.
Para comer na mesma hora em que teus presentes estão postos diante de ti.
E beberá cada um o seu copo como quiser; e, se quiserem aqui dizer o cântico, podem fazê-lo, mas não é obrigação. E encham de novo os copos e digam.
Ainda que haja falta, confia-se que tudo o que se demandar sobre o penhor, o lombardo [significado: banqueiro] o dará; pois assim diz o verso: “Pede-me e te darei as nações por herança” (Salmos 2:8). E o que faltar, Ele suprirá. Ensina-nos que isto se entende somente em Purim, pois então se deve dar a cada qual o que quiser; como diz o verso: “para fazer conforme a vontade de cada um” (Ester 1:8).
Desde o princípio grandes banquetes fizeram nossos pais em seus tempos; porém não foram tão grandes como estes de Purim. Os jejuns do quarto, do quinto e do sétimo (Zacarias 8:19) nós os fazemos com tristeza; porém este de Purim jamais conheceram tais comidas, nem eles nem seus pais, como diz o verso: “que não viram teus pais, nem os pais de teus pais, desde o dia em que foram sobre a terra até o dia de hoje.” Este “dia de hoje” entende-se por Purim, recebido em memória da saída do Egito.
Os jejuns do quarto entendem-se quando Purim cai na quinta-feira; o do quinto quando cai no domingo ou sexta-feira; o do sétimo entende-se quando cai próximo ao Sabath (שבת), ainda que se jejue na quinta. E ainda que alguém diga que o jejum de Yom Kipur possa coincidir com Purim, se tal sucedesse, poder-se-ia comer e beber com gozo e alegria e por festas boas; porém a verdade e a paz nos ensinam que tal citação não é correta, porque o verso não pensa em tal coisa.
“Havia um homem judeu em Sussan, cujo nome era Mordohai, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, homem de Benjamim” (Ester 2:5). Dizemos esta agadá em memória de Sussan, como explicação verdadeira. Bendito Aquele que guarda Sua promessa, bendito seja.
Cada qual deve ter cuidado de cumprir o que prometemos; e Mordohai e Ester então nos ordenaram fazer grandes banquetes em Purim, como diz o verso: “Confirmaram os judeus sobre si e sobre sua descendência e sobre todos os que se ajuntarem a eles, que não deixariam de celebrar estes dois dias segundo está escrito e no seu tempo determinado, cada ano e ano” (Ester 9:27–28). E isto se deve observar sem olhar aos gastos, porque Deus nos dará grande garantia.
Este banquete é o que nos faz todos os anos tão alegres em Purim; pois estamos ricos e contentes. E ainda que todo o ano não tenhamos o que comer, em Purim parece que há, seja como for, engrandecendo-o. Sai e olha os papéis do lombardo e acharás que a maior parte estão datados do mês de Adar; e é justo que assim seja, como diz o verso: “e o que empenhares, não te faltará; o que faltar, Ele suprirá.”
E se não tiver com que fazer, empenhará os utensílios; e se quiserem deixar-lhe algo, que deixem, pois assim diz o verso: “e empenharás muitos povos.” A todos nos parece que assim se entende.
Diz “homem” e não “mulher”, como diz o verso: “o homem Mordohai” (Ester 9:4); judeu, e não das nações do mundo, como diz o verso: “Mordohai, o judeu, segundo ao rei Assuero e grande entre os judeus” (Ester 10:3).
Era em Sussan a capital; naquele tempo já não estava, porque então já havia saído dali, como diz o verso: “E Mordohai saiu de diante do rei” (Ester 8:15).
E beberá cada um o seu copo como quiser; e, se quiserem aqui dizer o cântico, podem fazê-lo, mas não é obrigação. E encham de novo os copos e digam.
Ainda que haja falta, confia-se que tudo o que se demandar sobre o penhor, o lombardo [significado: banqueiro] o dará; pois assim diz o verso: “Pede-me e te darei as nações por herança” (Salmos 2:8). E o que faltar, Ele suprirá. Ensina-nos que isto se entende somente em Purim, pois então se deve dar a cada qual o que quiser; como diz o verso: “para fazer conforme a vontade de cada um” (Ester 1:8).
Desde o princípio grandes banquetes fizeram nossos pais em seus tempos; porém não foram tão grandes como estes de Purim. Os jejuns do quarto, do quinto e do sétimo (Zacarias 8:19) nós os fazemos com tristeza; porém este de Purim jamais conheceram tais comidas, nem eles nem seus pais, como diz o verso: “que não viram teus pais, nem os pais de teus pais, desde o dia em que foram sobre a terra até o dia de hoje.” Este “dia de hoje” entende-se por Purim, recebido em memória da saída do Egito.
Os jejuns do quarto entendem-se quando Purim cai na quinta-feira; o do quinto quando cai no domingo ou sexta-feira; o do sétimo entende-se quando cai próximo ao Sabath (שבת), ainda que se jejue na quinta. E ainda que alguém diga que o jejum de Yom Kipur possa coincidir com Purim, se tal sucedesse, poder-se-ia comer e beber com gozo e alegria e por festas boas; porém a verdade e a paz nos ensinam que tal citação não é correta, porque o verso não pensa em tal coisa.
“Havia um homem judeu em Sussan, cujo nome era Mordohai, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, homem de Benjamim” (Ester 2:5). Dizemos esta agadá em memória de Sussan, como explicação verdadeira. Bendito Aquele que guarda Sua promessa, bendito seja.
Cada qual deve ter cuidado de cumprir o que prometemos; e Mordohai e Ester então nos ordenaram fazer grandes banquetes em Purim, como diz o verso: “Confirmaram os judeus sobre si e sobre sua descendência e sobre todos os que se ajuntarem a eles, que não deixariam de celebrar estes dois dias segundo está escrito e no seu tempo determinado, cada ano e ano” (Ester 9:27–28). E isto se deve observar sem olhar aos gastos, porque Deus nos dará grande garantia.
Este banquete é o que nos faz todos os anos tão alegres em Purim; pois estamos ricos e contentes. E ainda que todo o ano não tenhamos o que comer, em Purim parece que há, seja como for, engrandecendo-o. Sai e olha os papéis do lombardo e acharás que a maior parte estão datados do mês de Adar; e é justo que assim seja, como diz o verso: “e o que empenhares, não te faltará; o que faltar, Ele suprirá.”
E se não tiver com que fazer, empenhará os utensílios; e se quiserem deixar-lhe algo, que deixem, pois assim diz o verso: “e empenharás muitos povos.” A todos nos parece que assim se entende.
Diz “homem” e não “mulher”, como diz o verso: “o homem Mordohai” (Ester 9:4); judeu, e não das nações do mundo, como diz o verso: “Mordohai, o judeu, segundo ao rei Assuero e grande entre os judeus” (Ester 10:3).
Era em Sussan a capital; naquele tempo já não estava, porque então já havia saído dali, como diz o verso: “E Mordohai saiu de diante do rei” (Ester 8:15).
E seu nome era Mordohai, porque assim o chamou seu pai; e os filhos devem conservar os nomes que lhes deram seus pais, como diz o verso: “e chamou os nomes aos homens, como seus pais lhes chamaram.”
Filho de Jair, ensina-nos que era da tribo de Menashê, como diz o verso: “Jair, filho de Manassés.”
Filho de Simei, ensina-nos que era da tribo de Levi, como dizem os versos: “E estes são os filhos de Levi segundo seus nomes: Gérson, Coate e Merari; e estes são os nomes dos filhos de Gérson: Libni e Simei.”
Filho de Quis, ensina-nos que era da tribo de Benjamim, como diz o verso: “E havia um homem de Benjamim, e seu nome era Quis.”
Homem benjamita, ensina-nos que era da tribo de Benjamim, como diz o verso: “Filhos de Benjamim...”
“Aos judeus houve luz e alegria, gozo e honra.”
“Aos judeus”, ensina-nos que foi somente para os judeus.
“Honra”, ensina-nos que fizeram um grande banquete como o de Assuero, como diz o verso: “Fez um banquete a todos os seus príncipes e servos, mostrando as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da magnificência de sua grandeza.”
E feriram os judeus todos os seus inimigos com golpe de espada, e matança, e destruição; e fizeram aos seus aborrecedores conforme suas vontades.
“Golpe”, ensina-nos que morreram subitamente, pois os mataram com flechas, como diz o verso: “E foram suas feridas.”
“Matança”, ensina-nos que depois de muitos terem sido feridos, foram mortos novamente, como se fossem quadrúpedes, como diz o verso: “E para as nações estranhas...”
“Luz”, ensina-nos que houve luminárias, como diz o verso: “E para todos os filhos de Israel houve luz em suas moradas.”
“Alegria”, ensina-nos que tiveram muito que comer e beber, como diz o verso: “E também os vizinhos lhes trouxeram pão em jumentos, camelos e mulas, farinha, figos, passas, vinho e azeite, bois e ovelhas em abundância; porque houve alegria em Israel.” E todos corriam para ver uns aos outros, como diz o verso: “Regozijar-se-ão como valentes que correm pelo caminho.”
“Destruição”, ensina-nos que é preceito destruir os nomes dos ímpios; e por isso é justo assinalar seus nomes e feri-los até derrubá-los, como diz o verso: “e perecerão seus nomes.”
“E fizeram em seus aborrecedores conforme suas vontades”, isto é, dominaram sobre eles; e também fizeram sobre seus quadrúpedes conforme suas vontades.
Outra explicação: golpe — um; espada — dois; matança — dois; e fizeram aos seus aborrecedores conforme suas vontades — dois.
Estas são as dez frases pelas quais blasfemaram contra ele.
Filho de Jair, ensina-nos que era da tribo de Menashê, como diz o verso: “Jair, filho de Manassés.”
Filho de Simei, ensina-nos que era da tribo de Levi, como dizem os versos: “E estes são os filhos de Levi segundo seus nomes: Gérson, Coate e Merari; e estes são os nomes dos filhos de Gérson: Libni e Simei.”
Filho de Quis, ensina-nos que era da tribo de Benjamim, como diz o verso: “E havia um homem de Benjamim, e seu nome era Quis.”
Homem benjamita, ensina-nos que era da tribo de Benjamim, como diz o verso: “Filhos de Benjamim...”
“Aos judeus houve luz e alegria, gozo e honra.”
“Aos judeus”, ensina-nos que foi somente para os judeus.
“Honra”, ensina-nos que fizeram um grande banquete como o de Assuero, como diz o verso: “Fez um banquete a todos os seus príncipes e servos, mostrando as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da magnificência de sua grandeza.”
E feriram os judeus todos os seus inimigos com golpe de espada, e matança, e destruição; e fizeram aos seus aborrecedores conforme suas vontades.
“Golpe”, ensina-nos que morreram subitamente, pois os mataram com flechas, como diz o verso: “E foram suas feridas.”
“Matança”, ensina-nos que depois de muitos terem sido feridos, foram mortos novamente, como se fossem quadrúpedes, como diz o verso: “E para as nações estranhas...”
“Luz”, ensina-nos que houve luminárias, como diz o verso: “E para todos os filhos de Israel houve luz em suas moradas.”
“Alegria”, ensina-nos que tiveram muito que comer e beber, como diz o verso: “E também os vizinhos lhes trouxeram pão em jumentos, camelos e mulas, farinha, figos, passas, vinho e azeite, bois e ovelhas em abundância; porque houve alegria em Israel.” E todos corriam para ver uns aos outros, como diz o verso: “Regozijar-se-ão como valentes que correm pelo caminho.”
“Destruição”, ensina-nos que é preceito destruir os nomes dos ímpios; e por isso é justo assinalar seus nomes e feri-los até derrubá-los, como diz o verso: “e perecerão seus nomes.”
“E fizeram em seus aborrecedores conforme suas vontades”, isto é, dominaram sobre eles; e também fizeram sobre seus quadrúpedes conforme suas vontades.
Outra explicação: golpe — um; espada — dois; matança — dois; e fizeram aos seus aborrecedores conforme suas vontades — dois.
Estas são as dez frases pelas quais blasfemaram contra ele.
Se tivéssemos os acepipes e não tivéssemos outras boas coisas, bastar-nos-iam para fazer a mesa de Aman; e estes são eles: romãs, ameixas, marmelos, tâmaras, amêndoas, laranjas, amoras, galinhas cevadas, alfarrobas e limão.
Ribbi Laissan dizia bênção sobre eles.
Se tivéssemos boas galinhas e não tivéssemos capões gordos, bastar-nos-iam.
Se tivéssemos bons capões e não tivéssemos carne, bastar-nos-iam.
Disse Ribbi Aglan: de onde se prova que no Egito tiveram dez espécies de comidas, e em Sussan quarenta? No Egito, como está dito, davam aos varões comida nos cárceres; e em Sussan, como diz o verso: “e enviaram porções uns aos outros quatro vezes”; daí se aprende que no Egito tiveram dez espécies de comidas, e em Sussan quarenta.
Ribbi Balhan dizia: de onde se prova que cada comida do Egito era de cinco espécies? Como diz o verso:
“Lembramo-nos do peixe que comíamos no Egito de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos-porós, das cebolas e dos alhos.” Pepinos — uma; melões — duas; alhos-porós — três; cebolas — quatro; alhos — cinco; daí que no Egito tiveram cinquenta comidas, e em Sussan duzentas.
Ribbi Gargueran dizia: de onde se prova que cada comida no Egito era de seis espécies? Como diz o verso: “Lembramo-nos do peixe que comíamos no Egito de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos-porós, das cebolas e dos alhos.” Peixe — uma; pepinos — duas; melões — três; alhos-porós — quatro; cebolas — cinco; alhos — seis; daí que no Egito tiveram sessenta comidas, e em Sussan duzentas e quarenta.
Quantos graus de boas comidas e bebidas recaíram sobre nós!
Se tivéssemos carne defumada e não tivéssemos carne salgada, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos carne assada e não tivéssemos pastel de forno, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos bom pastel e não tivéssemos torta de maçã, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos torta de maçã e não tivéssemos torta de amêndoa, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos torta de amêndoa e não tivéssemos tanta fruta, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos tanta fruta e não tivéssemos tanto vinho, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos tanto vinho e não tivéssemos tanto pão, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos tanto pão e não tivéssemos muitos outros licores, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos muitos outros licores e não tivéssemos café, bastar-nos-ia.
Quanto mais, e quanto mais, comidas e bebidas dobradas e redobradas sobre nós: temos carne defumada; temos carne salgada; chouriços de fumeiro; acepipes; galinhas; capões; carne assada; pastel; torta de maçã; torta de amêndoa; conservas ao lume; muita fruta; muito vinho; muito pão; muitos licores; e ainda café para nos tirar o cansaço.
Ribbi Laissan dizia bênção sobre eles.
Se tivéssemos boas galinhas e não tivéssemos capões gordos, bastar-nos-iam.
Se tivéssemos bons capões e não tivéssemos carne, bastar-nos-iam.
Disse Ribbi Aglan: de onde se prova que no Egito tiveram dez espécies de comidas, e em Sussan quarenta? No Egito, como está dito, davam aos varões comida nos cárceres; e em Sussan, como diz o verso: “e enviaram porções uns aos outros quatro vezes”; daí se aprende que no Egito tiveram dez espécies de comidas, e em Sussan quarenta.
Ribbi Balhan dizia: de onde se prova que cada comida do Egito era de cinco espécies? Como diz o verso:
“Lembramo-nos do peixe que comíamos no Egito de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos-porós, das cebolas e dos alhos.” Pepinos — uma; melões — duas; alhos-porós — três; cebolas — quatro; alhos — cinco; daí que no Egito tiveram cinquenta comidas, e em Sussan duzentas.
Ribbi Gargueran dizia: de onde se prova que cada comida no Egito era de seis espécies? Como diz o verso: “Lembramo-nos do peixe que comíamos no Egito de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos-porós, das cebolas e dos alhos.” Peixe — uma; pepinos — duas; melões — três; alhos-porós — quatro; cebolas — cinco; alhos — seis; daí que no Egito tiveram sessenta comidas, e em Sussan duzentas e quarenta.
Quantos graus de boas comidas e bebidas recaíram sobre nós!
Se tivéssemos carne defumada e não tivéssemos carne salgada, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos carne assada e não tivéssemos pastel de forno, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos bom pastel e não tivéssemos torta de maçã, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos torta de maçã e não tivéssemos torta de amêndoa, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos torta de amêndoa e não tivéssemos tanta fruta, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos tanta fruta e não tivéssemos tanto vinho, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos tanto vinho e não tivéssemos tanto pão, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos tanto pão e não tivéssemos muitos outros licores, bastar-nos-ia.
Se tivéssemos muitos outros licores e não tivéssemos café, bastar-nos-ia.
Quanto mais, e quanto mais, comidas e bebidas dobradas e redobradas sobre nós: temos carne defumada; temos carne salgada; chouriços de fumeiro; acepipes; galinhas; capões; carne assada; pastel; torta de maçã; torta de amêndoa; conservas ao lume; muita fruta; muito vinho; muito pão; muitos licores; e ainda café para nos tirar o cansaço.
Ribbi Dabran herói Dirin, todos que não disserem estas palavras em Purim, não terão cumprido a obrigação; estas são elas: Purim, comer e beber.
Chamamos Purim de nossos Livramentos porque, por causa do mau ato de Aman, que buscou destruições e castigo, para dar ainda mais força a esse intento, no mesmo dia foi executado entre as nações; e como nos dias seguintes, que são os de Purim, descansaram, por isso temos este capítulo: que assim dirá o versículo, como os dias em que repousaram. 9:v:22 — Os judeus de seus inimigos, e o mês que foi mudado de tristeza para alegria, e de luto para dia bom, para fazer deles dias de banquete e alegria.
E tomaram o preceito da mistura das comidas nas mãos e disseram: comamos. Comidas estas que comemos, por quê? Porque por causa de Aman jejuamos três dias e três noites; assim que, como por tua causa jejuamos, também comamos muito. Como está escrito Jo:v:34: assim dirá o versículo, para confirmar os dias de Purim estabelecidos em seus tempos, como ordenaram Mordohai e Ester, a rainha, e como confirmaram sobre suas almas e sobre seus descendentes as palavras dos jejuns e seus clamores.
E tomaram também a mistura das bebidas nas mãos e disseram que bebamos. Bebidas estas que bebemos, por quê? Porque a bebida que o rei deu a Assuero e a Aman foi causa de nossa salvação. Jo: cap. 7 — assim dirá o versículo: e veio o rei e Aman para beber com Ester, a rainha.
E beberão cada um seu copo, recordando-se; e se quiserem aqui comer algo, o podem fazer, mas não é obrigação. E encherão os copos de vinho e dirão:
Em lugar da ignorância e do esquecimento, é obrigado o homem mostrar-se como se ele mesmo houvesse estado em tal aflição; mas também porque não somente nossos pais foram salvos, pois se eles houvessem morrido, não poderíamos ter filhos; assim dirá: que fui filho de meu pai.
Portanto, somos obrigados a louvar a Deus primeiro com a leitura da Meguilá, e depois a alegrar-nos e divertir-nos nos amores de Purim; este é o tempo em que houve grande livramento. E por isso dizemos nesta noite toda esta Agadá, imitando a verdadeira que é a de Pessach, sempre sem intenção de zombaria nem de ofender a Deus; e sendo assim a verdade, cantaremos Seu louvor, como em Pessach se canta o Aleluia.
Canção e louvor
Ao tom de “Todot El”.
1
Ó Deus grande e Senhor,
Criador de todo o mundo,
Louvar-Te-ei por Teu favor,
Com grande graça e amor, pois isto é obrigação.
2
Do Egito nos redimiste,
Por Tua graça e mercê;
O mar por nós abriste,
E de dia também nos viste,
Para conosco usar de misericórdia.
3
No deserto nos conduziste
Quarenta anos com Tuas nuvens,
Ali nos sustentaste
Com Tua mão, e nos provaste.
Chamamos Purim de nossos Livramentos porque, por causa do mau ato de Aman, que buscou destruições e castigo, para dar ainda mais força a esse intento, no mesmo dia foi executado entre as nações; e como nos dias seguintes, que são os de Purim, descansaram, por isso temos este capítulo: que assim dirá o versículo, como os dias em que repousaram. 9:v:22 — Os judeus de seus inimigos, e o mês que foi mudado de tristeza para alegria, e de luto para dia bom, para fazer deles dias de banquete e alegria.
E tomaram o preceito da mistura das comidas nas mãos e disseram: comamos. Comidas estas que comemos, por quê? Porque por causa de Aman jejuamos três dias e três noites; assim que, como por tua causa jejuamos, também comamos muito. Como está escrito Jo:v:34: assim dirá o versículo, para confirmar os dias de Purim estabelecidos em seus tempos, como ordenaram Mordohai e Ester, a rainha, e como confirmaram sobre suas almas e sobre seus descendentes as palavras dos jejuns e seus clamores.
E tomaram também a mistura das bebidas nas mãos e disseram que bebamos. Bebidas estas que bebemos, por quê? Porque a bebida que o rei deu a Assuero e a Aman foi causa de nossa salvação. Jo: cap. 7 — assim dirá o versículo: e veio o rei e Aman para beber com Ester, a rainha.
E beberão cada um seu copo, recordando-se; e se quiserem aqui comer algo, o podem fazer, mas não é obrigação. E encherão os copos de vinho e dirão:
Em lugar da ignorância e do esquecimento, é obrigado o homem mostrar-se como se ele mesmo houvesse estado em tal aflição; mas também porque não somente nossos pais foram salvos, pois se eles houvessem morrido, não poderíamos ter filhos; assim dirá: que fui filho de meu pai.
Portanto, somos obrigados a louvar a Deus primeiro com a leitura da Meguilá, e depois a alegrar-nos e divertir-nos nos amores de Purim; este é o tempo em que houve grande livramento. E por isso dizemos nesta noite toda esta Agadá, imitando a verdadeira que é a de Pessach, sempre sem intenção de zombaria nem de ofender a Deus; e sendo assim a verdade, cantaremos Seu louvor, como em Pessach se canta o Aleluia.
Canção e louvor
Ao tom de “Todot El”.
1
Ó Deus grande e Senhor,
Criador de todo o mundo,
Louvar-Te-ei por Teu favor,
Com grande graça e amor, pois isto é obrigação.
2
Do Egito nos redimiste,
Por Tua graça e mercê;
O mar por nós abriste,
E de dia também nos viste,
Para conosco usar de misericórdia.
3
No deserto nos conduziste
Quarenta anos com Tuas nuvens,
Ali nos sustentaste
Com Tua mão, e nos provaste.
para ver nossa vontade.
4
A Terra Santa nos deste,
por Tua promessa a nossos Pais,
e ali nos assististe,
também nos conheceste,
por Teu povo escolhido.
5
Depois disto, nos desterraste dela, por nossas culpas;
mas nem por isso nos rejeitaste,
antes também nos amparaste
em nosso cativeiro.
6
Para isso, provas temos
em sucessos diferentes;
sobre todos, o que temos
é também que consumamos
os dias de Purim.
Sobre todos, Te louvaremos
com verdade e perfeição;
e depois cantaremos,
e também proclamaremos,
para Tua glória e louvor.
E assim é importante que digamos:
Bendito o Senhor que redimiu Israel.
E depois
(tomarão cada um seu copo na mão e dirão:)
Bendito o Senhor que nos livrou,
e livrou nossos Pais das crueldades de Aman,
e nos concedeu esta noite
para comer comidas delicadas
e beber bebidas finas;
assim nos conceda outras festas
com vida e saúde, muitos anos,
para com elas fazermos o bem
e louvar Seu Nome.
E beberá cada um seu copo como quiser;
e provará cada um um pedaço de qualquer comida
que esteja no prato da mistura;
e depois provará das bebidas da mistura;
e tudo isto sem bênção alguma.
E depois, tomarão novamente o copo;
cada um tomará um pedaço de cada uma das comidas
que houver no prato das misturas,
e um pedaço de pão,
que juntos sejam como uma azeitona,
e dirão:
Memória do banquete de Ester,
como disse Ribbi Aglan:
Reuni-vos em Purim, que nada vos fará mal,
como quem diria: comei de todo mal.
Comerão sem medida,
não por obrigação;
e beberão quanto quiserem;
e depois de algumas taças pequenas de vinho,
e antes de dar a bênção,
cantarão as seguintes canções:
Canção
ao tom de “Gadol Eloim”, como nas festas.
No ano de três mil e quatrocentos
desde o mundo e sua criação,
2
Em Sussan, a capital, quis Aman
nos perder e matar, sem exceção,
3
homem ou mulher,
crianças e velhos, quis destruir, sem perdão;
4
No mês de Adar, seu decreto
e cartas mandou, sem demora.
4
A Terra Santa nos deste,
por Tua promessa a nossos Pais,
e ali nos assististe,
também nos conheceste,
por Teu povo escolhido.
5
Depois disto, nos desterraste dela, por nossas culpas;
mas nem por isso nos rejeitaste,
antes também nos amparaste
em nosso cativeiro.
6
Para isso, provas temos
em sucessos diferentes;
sobre todos, o que temos
é também que consumamos
os dias de Purim.
Sobre todos, Te louvaremos
com verdade e perfeição;
e depois cantaremos,
e também proclamaremos,
para Tua glória e louvor.
E assim é importante que digamos:
Bendito o Senhor que redimiu Israel.
E depois
(tomarão cada um seu copo na mão e dirão:)
Bendito o Senhor que nos livrou,
e livrou nossos Pais das crueldades de Aman,
e nos concedeu esta noite
para comer comidas delicadas
e beber bebidas finas;
assim nos conceda outras festas
com vida e saúde, muitos anos,
para com elas fazermos o bem
e louvar Seu Nome.
E beberá cada um seu copo como quiser;
e provará cada um um pedaço de qualquer comida
que esteja no prato da mistura;
e depois provará das bebidas da mistura;
e tudo isto sem bênção alguma.
E depois, tomarão novamente o copo;
cada um tomará um pedaço de cada uma das comidas
que houver no prato das misturas,
e um pedaço de pão,
que juntos sejam como uma azeitona,
e dirão:
Memória do banquete de Ester,
como disse Ribbi Aglan:
Reuni-vos em Purim, que nada vos fará mal,
como quem diria: comei de todo mal.
Comerão sem medida,
não por obrigação;
e beberão quanto quiserem;
e depois de algumas taças pequenas de vinho,
e antes de dar a bênção,
cantarão as seguintes canções:
Canção
ao tom de “Gadol Eloim”, como nas festas.
No ano de três mil e quatrocentos
desde o mundo e sua criação,
2
Em Sussan, a capital, quis Aman
nos perder e matar, sem exceção,
3
homem ou mulher,
crianças e velhos, quis destruir, sem perdão;
4
No mês de Adar, seu decreto
e cartas mandou, sem demora.
5
Por ordem do rei, nas províncias,
matar e destruir toda a nação,
6
povo escolhido por sorte,
do Deus, por Seu amor e estimação,
7
Assim nos mostrou em todo tempo,
e diante de todos os olhos, nesta ocasião;
8
Mudou o pensamento de Assuero,
e logo ordenou a redenção;
9
Depois mandou tirar a vida a Aman
e a seus dez filhos, sem demora;
10
Também logo mandou correios
às províncias com apressação,
11
Anular o escrito e decreto de Aman
e desfazê-lo em sua nação;
12
Assim o quis Deus, por Sua justiça,
pois eles nos tinham má intenção;
13
Louvemos, pois, a Deus por Seu favor,
e guardemos Purim com intenção
de publicar todos os Seus milagres,
e que nossas alegrias sejam com devoção;
14
Tomemos também por seguir Sua Lei com perfeição,
pois por ela teremos a redenção.
(Cantarão o que mais quiserem, e dirão a bênção de “Al Hanissim” e a bênção do vinho, e beberá cada um seu copo recordando; depois encherão os copos novamente e dirão o seguinte com os copos nas mãos:)
Derrama Tua ira sobre Amaleque, Edom e Ismael,
e todos os que com eles se ajuntarem,
como fizeste com Aman,
que bem depressa o acabaste;
Não por nós, mas por Teu Nome,
porque esses malditos pensam em destruir-nos
sem considerar que somos Teu povo escolhido;
e quando já o pensam,
é para fazer-nos mal ou por ódio,
ou por guardarmos Tua Lei;
pois todas as razões que Aman disse a Assuero
para nos acusar
foram porque guardávamos Tua Lei;
pois bem claramente o disse:
“Há um povo espalhado e dividido entre os povos
em teu reino, e sua lei é diferente…” (3:8).
Por ordem do rei, nas províncias,
matar e destruir toda a nação,
6
povo escolhido por sorte,
do Deus, por Seu amor e estimação,
7
Assim nos mostrou em todo tempo,
e diante de todos os olhos, nesta ocasião;
8
Mudou o pensamento de Assuero,
e logo ordenou a redenção;
9
Depois mandou tirar a vida a Aman
e a seus dez filhos, sem demora;
10
Também logo mandou correios
às províncias com apressação,
11
Anular o escrito e decreto de Aman
e desfazê-lo em sua nação;
12
Assim o quis Deus, por Sua justiça,
pois eles nos tinham má intenção;
13
Louvemos, pois, a Deus por Seu favor,
e guardemos Purim com intenção
de publicar todos os Seus milagres,
e que nossas alegrias sejam com devoção;
14
Tomemos também por seguir Sua Lei com perfeição,
pois por ela teremos a redenção.
(Cantarão o que mais quiserem, e dirão a bênção de “Al Hanissim” e a bênção do vinho, e beberá cada um seu copo recordando; depois encherão os copos novamente e dirão o seguinte com os copos nas mãos:)
Derrama Tua ira sobre Amaleque, Edom e Ismael,
e todos os que com eles se ajuntarem,
como fizeste com Aman,
que bem depressa o acabaste;
Não por nós, mas por Teu Nome,
porque esses malditos pensam em destruir-nos
sem considerar que somos Teu povo escolhido;
e quando já o pensam,
é para fazer-nos mal ou por ódio,
ou por guardarmos Tua Lei;
pois todas as razões que Aman disse a Assuero
para nos acusar
foram porque guardávamos Tua Lei;
pois bem claramente o disse:
“Há um povo espalhado e dividido entre os povos
em teu reino, e sua lei é diferente…” (3:8).
9
de todos os outros
10
povos, que não guardam a Tua Lei;
e por isso convém deixá-los,
pois é contra Tua glória tirar-nos do meio deles
e dar-nos nossas terras,
onde com maior segurança e pureza
Te poderemos servir,
narrar-Te e contar-Te
pelas mercês que agora recebemos,
como se estivéssemos em
Canção
Em Jerusalém, Aleluia,
ao tom de “Em Amsterdam”, segundo o costume antigo.
1
Ainda que quisera contar
os feitos do Deus Altíssimo,
não os poderia saber nem alcançar;
na carne, na língua, em nenhuma maneira.
2
Sendo tudo isto verdade,
nem por isso me calo;
pois Deus toma a vontade,
ainda que seja com estado
de espírito, de espírito, de espírito.
3
De providência mostraste
com o sorteio Tua quietude;
começarei com Labão
e com Aman acabarei,
por ser mau, por ser ímpio, por fazer o mal.
4
Labão quis destruir-nos,
pois perseguiu nosso pai;
mas Deus não o consentiu,
pois lhe veio impedir
de noite, de noite, de noite.
5
Parhó a Labão quis imitar,
também para fazer o mal;
mas Deus o pôs a olhar
as ondas do mar Vermelho,
vermelho, vermelho, vermelho.
6
Veio combater
Amaleque imprudente,
pois pensou acabar conosco;
mas Deus mandou apagar
sua memória, sua memória, sua memória.
7
Balaão quis amaldiçoar-nos,
bem o sabemos;
mas não o pôde conseguir,
porque Deus quis assistir-nos
por Sua graça, por Sua graça, por Sua graça.
8
Aman, o mau traidor,
quis atemorizar-nos;
mas Deus, nosso guardador,
acabou com o opressor
depressa, depressa, depressa.
9
Assuero decretou morte,
instigado pela rainha;
mas Deus o mudou,
e tornou o desígnio
contra ele mesmo, contra ele mesmo, contra ele mesmo.
Suas quedas foram feitas
sobre todos os seus descendentes.
de todos os outros
10
povos, que não guardam a Tua Lei;
e por isso convém deixá-los,
pois é contra Tua glória tirar-nos do meio deles
e dar-nos nossas terras,
onde com maior segurança e pureza
Te poderemos servir,
narrar-Te e contar-Te
pelas mercês que agora recebemos,
como se estivéssemos em
Canção
Em Jerusalém, Aleluia,
ao tom de “Em Amsterdam”, segundo o costume antigo.
1
Ainda que quisera contar
os feitos do Deus Altíssimo,
não os poderia saber nem alcançar;
na carne, na língua, em nenhuma maneira.
2
Sendo tudo isto verdade,
nem por isso me calo;
pois Deus toma a vontade,
ainda que seja com estado
de espírito, de espírito, de espírito.
3
De providência mostraste
com o sorteio Tua quietude;
começarei com Labão
e com Aman acabarei,
por ser mau, por ser ímpio, por fazer o mal.
4
Labão quis destruir-nos,
pois perseguiu nosso pai;
mas Deus não o consentiu,
pois lhe veio impedir
de noite, de noite, de noite.
5
Parhó a Labão quis imitar,
também para fazer o mal;
mas Deus o pôs a olhar
as ondas do mar Vermelho,
vermelho, vermelho, vermelho.
6
Veio combater
Amaleque imprudente,
pois pensou acabar conosco;
mas Deus mandou apagar
sua memória, sua memória, sua memória.
7
Balaão quis amaldiçoar-nos,
bem o sabemos;
mas não o pôde conseguir,
porque Deus quis assistir-nos
por Sua graça, por Sua graça, por Sua graça.
8
Aman, o mau traidor,
quis atemorizar-nos;
mas Deus, nosso guardador,
acabou com o opressor
depressa, depressa, depressa.
9
Assuero decretou morte,
instigado pela rainha;
mas Deus o mudou,
e tornou o desígnio
contra ele mesmo, contra ele mesmo, contra ele mesmo.
Suas quedas foram feitas
sobre todos os seus descendentes.
9
Até que chegou a Dat,
e ali foi decretar
sentença, sentença, sentença.
10
Contra nós quis escrever
em todas as províncias:
matar, perder e destruir,
sem olhar o porvir --
adiante, adiante, adiante.
11
A Mordohai quis enforcar,
porque não o honrava;
mas, sem o saber nem pensar,
mandou a forca preparar
para si mesmo, para si mesmo, para si mesmo.
12
Deus, grande e santo Juiz,
tirou o sono do rei,
Assuero, rei e senhor
da Pérsia, da Pérsia, da Pérsia.
13
Naquela mesma noite mandou trazer
o Livro das Memórias;
e ali, sem muito tardar,
achou-se que Mordohai devera
vida, vida, vida.
14
Aman mandou entrar,
pois no pátio estava;
para do rei ordem tomar
para a Mordohai enforcar
no instante, no instante, no instante.
15
O rei pôs-se a perguntar
e aconselhar-se:
que honras se devem dar
ao varão que o rei quer honrar
em sua honra, em sua honra, em sua honra.
16
Ele, pensando que o rei dele falava,
a si mesmo quis exaltar,
àquele mesmo que tanto quis abater
antes, antes, antes.
17
Ele pela praça caminhou,
com Mordohai a cavalo,
e como rei o adornou;
pois antes lhe fulminou
sua soberba, sua soberba, sua soberba.
18
Depois de seu quebranto veio
ao convite;
ali seu mal se descobriu,
e o rei por sentença o viu
enforcado, enforcado, enforcado.
19
Seu mal caiu sobre seus dez filhos,
também malditos;
pois todos juntos morreram,
acabaram de uma vez,
na forca, na forca, na forca.
Até que chegou a Dat,
e ali foi decretar
sentença, sentença, sentença.
10
Contra nós quis escrever
em todas as províncias:
matar, perder e destruir,
sem olhar o porvir --
adiante, adiante, adiante.
11
A Mordohai quis enforcar,
porque não o honrava;
mas, sem o saber nem pensar,
mandou a forca preparar
para si mesmo, para si mesmo, para si mesmo.
12
Deus, grande e santo Juiz,
tirou o sono do rei,
Assuero, rei e senhor
da Pérsia, da Pérsia, da Pérsia.
13
Naquela mesma noite mandou trazer
o Livro das Memórias;
e ali, sem muito tardar,
achou-se que Mordohai devera
vida, vida, vida.
14
Aman mandou entrar,
pois no pátio estava;
para do rei ordem tomar
para a Mordohai enforcar
no instante, no instante, no instante.
15
O rei pôs-se a perguntar
e aconselhar-se:
que honras se devem dar
ao varão que o rei quer honrar
em sua honra, em sua honra, em sua honra.
16
Ele, pensando que o rei dele falava,
a si mesmo quis exaltar,
àquele mesmo que tanto quis abater
antes, antes, antes.
17
Ele pela praça caminhou,
com Mordohai a cavalo,
e como rei o adornou;
pois antes lhe fulminou
sua soberba, sua soberba, sua soberba.
18
Depois de seu quebranto veio
ao convite;
ali seu mal se descobriu,
e o rei por sentença o viu
enforcado, enforcado, enforcado.
19
Seu mal caiu sobre seus dez filhos,
também malditos;
pois todos juntos morreram,
acabaram de uma vez,
na forca, na forca, na forca.
12
Seu nome foi chamado grande,
forte e formoso;
primeiro nos fez tremer,
depois nos fez alegrar
com a salvação, com a vitória, com a honra.
13
Pois o rei mudou
o parecer acerca dos judeus,
e a sentença foi desfeita,
a que decretara Aman contra eles,
contra eles, contra eles.
14
A mesma sentença voltou-se
contra seu próprio povo,
e com ela os matou,
por ser ele de grande maldade,
e perverso, e cruel, e maligno.
15
No dia treze, sem temor,
nas províncias mataram
setenta e cinco mil
dos que nos angustiavam,
quinhentos, quinhentos, quinhentos.
16
Também no dia catorze, sem cessar,
ainda trezentos mataram;
mas esse dia foi de descanso
em Sussan, por ser o lugar
do decreto, do decreto, do decreto.
17
Descanso houve nas províncias
no dia catorze do mês;
e em Sussan veio a ser
no dia quinze, no dia quinze, no dia quinze.
18
Por isso, depois
em ambos os dias
devemos alegrar-nos;
e Purim se deve chamar
pela causa de se lançar
a sorte, a sorte, a sorte.
19
Purim alegre de Deus,
e também a Páscoa,
e as outras festas igualmente;
todos nós esperamos
celebrá-las, celebrá-las, celebrá-las.
20
Muitos anos com favor
do Senhor Divino,
em nossas terras sem dor,
pela mão do Redentor
prometido, prometido, prometido.
21
Esperamos graça importante
e assistência;
Deus o faça apressar,
para depressa nos libertar
dos povos, dos povos, dos povos.
(E beberá cada um seu copo recordando,
e aumentarão a alegria sem “Al Hanissim”;
e retirarão a mesa da qual comeram,
e beberão toda a noite quanto quiserem
até a manhã do outro dia, salvo sinal.)
Fim da Agadá de Purim.
Seu nome foi chamado grande,
forte e formoso;
primeiro nos fez tremer,
depois nos fez alegrar
com a salvação, com a vitória, com a honra.
13
Pois o rei mudou
o parecer acerca dos judeus,
e a sentença foi desfeita,
a que decretara Aman contra eles,
contra eles, contra eles.
14
A mesma sentença voltou-se
contra seu próprio povo,
e com ela os matou,
por ser ele de grande maldade,
e perverso, e cruel, e maligno.
15
No dia treze, sem temor,
nas províncias mataram
setenta e cinco mil
dos que nos angustiavam,
quinhentos, quinhentos, quinhentos.
16
Também no dia catorze, sem cessar,
ainda trezentos mataram;
mas esse dia foi de descanso
em Sussan, por ser o lugar
do decreto, do decreto, do decreto.
17
Descanso houve nas províncias
no dia catorze do mês;
e em Sussan veio a ser
no dia quinze, no dia quinze, no dia quinze.
18
Por isso, depois
em ambos os dias
devemos alegrar-nos;
e Purim se deve chamar
pela causa de se lançar
a sorte, a sorte, a sorte.
19
Purim alegre de Deus,
e também a Páscoa,
e as outras festas igualmente;
todos nós esperamos
celebrá-las, celebrá-las, celebrá-las.
20
Muitos anos com favor
do Senhor Divino,
em nossas terras sem dor,
pela mão do Redentor
prometido, prometido, prometido.
21
Esperamos graça importante
e assistência;
Deus o faça apressar,
para depressa nos libertar
dos povos, dos povos, dos povos.
(E beberá cada um seu copo recordando,
e aumentarão a alegria sem “Al Hanissim”;
e retirarão a mesa da qual comeram,
e beberão toda a noite quanto quiserem
até a manhã do outro dia, salvo sinal.)
Fim da Agadá de Purim.