Sociedade Israelita do Rito Portuguêz
O Tribunal da Inquisição é extinto em 1821, mas não sem deixar um rastro de destruição para nossos antepassados no Brasil, de forma eu muitos judeus viviam escondidos ou amedrontados, mas de alguma forma buscavam se reagrupar no Rio de Janeiro para restabelecer a Kehilah de forma organizada, como houvera em anos anteriores. Em 1824 é documentada na cidade a presença de judeus de origem portuguesa, de nossa comunidade, como Salomão Pinto, Izaque Pinto, Joseph Hassan e José Abraham, este último tendo morado na Rua da Quitanda 111.
Neste mesmo ano, em que o Brasil era uma monarquia, também é publicada a Constituição Política do Império, que em seu artigo. 5, declara: “A Religião Chatholica Apostólica Romana continuará a ser a Religião do Império. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto doméstico, ou particular em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo.” Isso impedia que houvessem sinagogas de forma aberta no Brasil e fez com que os judeus portugueses tivessem que agir de forma discreta. Mesmo assim, em 1839, o judeu inglês de origem portuguesa Isey Levy, endereça uma carta ao Rav Solomon Herschell de Londres, perguntando se o rabino poderia oficiar o casamento de sua irmã Frances Levy. Rav Solomon envia instruções de como proceder e lhe recomenda judeus de nossa sociedade que conhece no Rio de Janeiro, que são observantes. Embora a comunidade estivesse se organizando, foi possível conseguir Shochet e o casamento acabou por ser realizado na cidade de acordo com a nossa tradição.
A grande responsável por manter nossa tradição viva foi a Sociedade Israelita do Rito Portuguez mantida por membros de nossa família que se preocupavam em manter viva a tradição da forma que recebemos, dando assistência aos judeus de origem espanhola e portuguesa, sem alarde, mas preocupada em não deixar perder nossas raízes. Alguns dos sobrenomes de seus fundadores estão presentes até hoje em nossa Kehilah, tais como: Duque, Freire, Dias, Silva, Rocha, Gomes, Barbosa, Lopes, Salis, Umbellina, Sampaio, Azevedo, e Azeredo Coutinho.
No ano de 1888 ela entraria em evidência devido a um desentendimento com outra instituição judaica no que concerne à liderança do rabinato da Sociedade Israelita do Rito Portuguez. A entidade tinha como seu rabino o Rav Abraão Hachuel, porém havia alegações de que o rabino da SILRP seria na verdade o senhor Solomon Abraham Pariente, porém em 15 de janeiro de 1888, o presidente da SILRP Sr. Benjamin Ben, publica uma carta no Jornal do Commercio, para esclarecer sobre a questão do Rabinato. No dia 16 de Janeiro, também é publicada no mesmo jornal, uma carta do senhor Solomon Pariente informando, que de fato faz parte de outra sinagoga, não pertencendo, portanto ao Rito Portuguez.
As atividades vão continuar de forma discreta, até que o grande jornalista João do Rio, consegue assistir à uma festa de Purim de nossa sociedade, para uma série de reportagens que publicou no jornal Gazeta de Notícias no ano de 1904, chamada “As Religiões do Rio” esta nomeada “As Sinagogas”. Ele relata uma esnoga na Rua da Alfândega 363, onde ele dá a seguinte descrição: “Sobe-se uma escada íngreme, dá-se num corredor que tem na parede as tábuas de Moisés. Aí vive outro Moisés, o Hazan, com uma face espanhola e um ar bondoso”.
A Sociedade Israelita do Rito Portuguez foi à mão responsável por manter nossa unidade e continuidade auxiliando aqueles dentre os nossos que estavam dispersos, coordenando ações voltadas para a Halakha, como
construção de Mikveh, obtenção de Sefer Torah Kasher, ajuda aos necessitados, ensino de Torah a mulheres e crianças. Existente ainda nos dias atuais esta sociedade contou com diversos membros de nossa Kehilah associados a ela, ao longo dos anos. Sempre atuando de forma firme, discreta e solidária, no sentido de manter forte o judaísmo S&P.
Neste mesmo ano, em que o Brasil era uma monarquia, também é publicada a Constituição Política do Império, que em seu artigo. 5, declara: “A Religião Chatholica Apostólica Romana continuará a ser a Religião do Império. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto doméstico, ou particular em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo.” Isso impedia que houvessem sinagogas de forma aberta no Brasil e fez com que os judeus portugueses tivessem que agir de forma discreta. Mesmo assim, em 1839, o judeu inglês de origem portuguesa Isey Levy, endereça uma carta ao Rav Solomon Herschell de Londres, perguntando se o rabino poderia oficiar o casamento de sua irmã Frances Levy. Rav Solomon envia instruções de como proceder e lhe recomenda judeus de nossa sociedade que conhece no Rio de Janeiro, que são observantes. Embora a comunidade estivesse se organizando, foi possível conseguir Shochet e o casamento acabou por ser realizado na cidade de acordo com a nossa tradição.
A grande responsável por manter nossa tradição viva foi a Sociedade Israelita do Rito Portuguez mantida por membros de nossa família que se preocupavam em manter viva a tradição da forma que recebemos, dando assistência aos judeus de origem espanhola e portuguesa, sem alarde, mas preocupada em não deixar perder nossas raízes. Alguns dos sobrenomes de seus fundadores estão presentes até hoje em nossa Kehilah, tais como: Duque, Freire, Dias, Silva, Rocha, Gomes, Barbosa, Lopes, Salis, Umbellina, Sampaio, Azevedo, e Azeredo Coutinho.
No ano de 1888 ela entraria em evidência devido a um desentendimento com outra instituição judaica no que concerne à liderança do rabinato da Sociedade Israelita do Rito Portuguez. A entidade tinha como seu rabino o Rav Abraão Hachuel, porém havia alegações de que o rabino da SILRP seria na verdade o senhor Solomon Abraham Pariente, porém em 15 de janeiro de 1888, o presidente da SILRP Sr. Benjamin Ben, publica uma carta no Jornal do Commercio, para esclarecer sobre a questão do Rabinato. No dia 16 de Janeiro, também é publicada no mesmo jornal, uma carta do senhor Solomon Pariente informando, que de fato faz parte de outra sinagoga, não pertencendo, portanto ao Rito Portuguez.
As atividades vão continuar de forma discreta, até que o grande jornalista João do Rio, consegue assistir à uma festa de Purim de nossa sociedade, para uma série de reportagens que publicou no jornal Gazeta de Notícias no ano de 1904, chamada “As Religiões do Rio” esta nomeada “As Sinagogas”. Ele relata uma esnoga na Rua da Alfândega 363, onde ele dá a seguinte descrição: “Sobe-se uma escada íngreme, dá-se num corredor que tem na parede as tábuas de Moisés. Aí vive outro Moisés, o Hazan, com uma face espanhola e um ar bondoso”.
A Sociedade Israelita do Rito Portuguez foi à mão responsável por manter nossa unidade e continuidade auxiliando aqueles dentre os nossos que estavam dispersos, coordenando ações voltadas para a Halakha, como
construção de Mikveh, obtenção de Sefer Torah Kasher, ajuda aos necessitados, ensino de Torah a mulheres e crianças. Existente ainda nos dias atuais esta sociedade contou com diversos membros de nossa Kehilah associados a ela, ao longo dos anos. Sempre atuando de forma firme, discreta e solidária, no sentido de manter forte o judaísmo S&P.
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Artigo de 1888 sobre disputa interna da Sociedade Israelita do Rito Português, que protestou contra a eleição de um rabino não pertencente à Nação, reivindicando que tal decisão fosse anulada.
Fonte: O País, ano de 1888, edição nº 01195, sábado, 14 de janeiro de 1888. |
Artigo de 1874 sobre a Sociedade Israelita do Rito Português (Rio de Janeiro), relativo à fundação da Sinagoga Portuguesa de Paris, Templo Buffault.
Fonte: A Nação, ano de 1874, edição nº 261, de 24 de novembro de 1874. |
Convite do ano de 1891, da Sociedade Israelita do Rito Português, para os Santos Serviços de Rosh Hashaná e Yom Kipur.
Fonte: O País, ano de 1891, edição nº 3443, de 29 de setembro de 1891. |